segunda-feira, 30 de abril de 2012

Quadro "O Grito" pode bater recorde de valor em leilão


A obra "O Grito", de Edvard Munch, poderá se tornar a pintura mais cara da história a ser vendida em um leilão, na quarta-feira, caso se cumpram as previsões de que o quadro arrecade até 150 milhões de dólares.
Estima-se que a pintura, uma das quatro versões produzidas pelo artista escandinavo e a única de propriedade privada, seja vendido por 80 milhões de dólares quando o martelo da Sotheby´s bater em Nova York.
Mas o especialista Nicolai Frahm, da Frahm Ltd., acredita que o preço vai subir.
"Acho que chegará aos 150 milhões de dólares", disse ele em uma entrevista por telefone. Com isso, o valor superaria o recorde estabelecido pelo quadro "Nu, folhas verdes e busto", de Pablo Picasso, vendido por 106,5 milhões de dólares em 2010.
"Esta é a primeira vez que temos uma obra tão icônica à venda", acrescentou ele. "Essa pintura é muito mais famosa do que o artista jamais foi."
Outros especialistas independentes sugeriram que o preço final deve ficar em torno de 125 milhões de dólares.
A Sotheby's foi longe para proteger a pintura. Ela está sob vigilância 24 horas por dia em sua sede em Nova York, onde fica abrigada em uma minigaleria especialmente construída para isso, atrás de cercas elétricas.
Duas das quatro telas "O Grito" foram roubados de museus em 1994 e 2004, mas ambas foram recuperadas depois. Petter Olsen, cujo pai era amigo e vizinho de Munch, está vendendo uma versão de 1895, e planeja fundar um museu com o dinheiro.

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